NA EMPRESA- ABAIXO A SURPRESA!
Um grupo de
funcionários recém admitidos trabalhava no segundo turno e por isso tinha o
jantar pago pela empresa, dentro de um valor máximo pré-estabelecido. Na primeira prestação de contas, dentro de um
mesmo período, todos os membros do grupo apresentaram recibos iguais para seus
jantares, e no limite máximo estabelecido pela empresa, muito embora as
refeições tivessem custado menos. Como
resultado, todos foram demitidos por fraude, o que para eles foi um grande
surpresa pois achavam que não estavam fazendo nada demais, já que estavam
cobrando dentro do limite estabelecido.
Na visão deles, uma injustiça.
O que faltou? Quem os
instruiu não deixou bem claro que não se tratava de uma diária e sim de um
limite de uma despesa que deveria ser comprovada de acordo com os gastos
realmente realizados. Se essa pessoa
tivesse o cuidado de evitar surpresas, teria tomado mais cuidado na comunicação
e evitado a demissão do grupo.
Quantas demissões
ocorrem em uma empresa que são uma total surpresa para os que foram
afetados? Seria justo que isto ocorresse? Na minha opinião, na maioria dos casos a
surpresa pode ser evitada e a demissão, quando houver, processada de uma forma
mais justa. Quando o caso é por justa
causa, não há surpresa por definição. Se
é por desempenho, deve haver uma comunicação efetiva, no tempo adequado e uma
nova oportunidade, se for o caso, dada à pessoa envolvida.
Existem outros tipos
de surpresas mais desagradáveis e muitas vezes inaceitáveis. Imaginem o Diretor Financeiro que, nas
vésperas de Natal, anuncia para a Presidência da empresa que existe um
probleminha contábil que impedirá esta empresa de atingir os seus objetivos
financeiros compromissados com os seus acionistas. Detalhe, ele já sabia do problema há mais de
três meses. Que surpresa, hein? O que fazer com este Diretor?
E o Presidente que
visita uma filial e faz um café da manhã com os seus principais clientes
daquela região. Claro que antes da
reunião ele se reúne com o gerente da filial que lhe faz o famoso “briefing”
para que não haja nenhuma surpresa durante o encontro. O Presidente inicia o evento falando sobre a
empresa, seus pontos fortes e a liderança de seus produtos. Após a sua introdução, franqueia a palavra
aos clientes para supostamente ouvir deles a confirmação de tudo que lhe haviam
contado no “briefing”.
Pois bem, o primeiro
cliente a falar pediu licença para expressar uma preocupação de todos na mesa:
Presidente, pare de vender os seus produtos nesta região. O Presidente quase tem uma síncope e
pergunta surpreso: Mas, por que? Porque não existe mão de obra suficiente na
região para dar cobertura ao crescimento de venda do seu produto e, por consequência, cada cliente
novo que vocês conquistam só conseguirá suporte
tirando mão de obra dos clientes antigos. Bela surpresa, não é?
E o Gerente da filial
não sabia disto? O assunto não deveria
ter sido debatido durante o “briefing”?
Podem imaginar o que lhe aconteceu.
Moral da
história: Abaixo as surpresas. Podem anotar. Toda vez que há uma surpresa,
houve uma falha na organização. Falha esta
que pode ser decorrência de muitas razões:
-
Comunicação
falha ou inadequada
-
Falta de
um sistema de prevenção adequado
-
Falta de
informação
-
Procedimentos
inadequados
-
Medo de
enfrentar a realidade escondendo de seus superiores
-
E muitas
outras...
O importante é estar
alerta para este mal que é a surpresa.
Ela pode ser fatal. Vamos nos prevenir.
ABAIXO AS SURPRESAS!
PS.- É claro que
existem as surpresas agradáveis mas, se possível longe, do ambiente
empresarial.

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