quarta-feira, 23 de abril de 2014

O PAPEL DO RH EM UMA EMPRESA LÍDER

O PAPEL DO RH EM UMA EMPRESA LÍDER

Uma empresa é tanto mais competitiva quanto maior for a sua velocidade para implementar qualquer ação do topo até a base, relativamente aos seus competidores.

Apenas para ilustrar, uma equipe de formula 1 é tanto mais competitiva quanto for a velocidade de atuação desta equipe na parada do pit stop.  É claro que, assim como na empresa, outros fatores entram na equação da competitividade total da equipe de fórmula 1: a qualidade do carro, do piloto, a estratégia da corrida, etc.  No caso da empresa, a sua liderança, a estratégia de atuação, o produto ou serviço que produz, etc.

De qualquer forma, mesmo que uma empresa tenha uma liderança forte, um bom produto e uma estratégia de atuação adequada, em determinado momento, se a velocidade com a qual ações como mudanças de curso, alterações de produtos/serviços, organizacionais ou de processos não for superior à de seus concorrentes, ela dificilmente liderará o mercado.

Para que seja possível que a empresa lidere na velocidade com que qualquer ação seja implementada, e que portanto ela seja competitiva no mercado, é fundamental que a sua equipe esteja engajada, bem treinada, motivada e que acima de tudo a comunicação do topo até a base flua com velocidade e eficácia.

E é aí que a equipe de RH pode fazer a diferença.  Entendendo os fatores que realmente influem nesta equação da competitividade e auxiliando a linha gerencial a exercer o seu papel.  Quais são estes fatores?

Engajamento -   Para que haja engajamento é fundamental que todos conheçam bem a direção que a empresa quer seguir, as metas e as estratégicas de como atingi-las.  Como avaliar se isto realmente está acontecendo e, se não, o que estaria faltando?  Existem hoje no mercado ferramentas de TI capazes de auxiliar na analise e no diagnostico do que está ocorrendo, apoiando o RH a tomar as medidas mais apropriadas.

Treinamento – Creio que esta é uma área que é bem conhecida e onde é mais fácil de avaliar e tomar medidas.

Motivação – Pesquisas de satisfação, mesas redondas com a alta gerência, reuniões gerente/colaborador (principalmente para gerentes de primeira linha) com freqüência definida, programas tipo “sombra” que consistem na exposição de pessoas com potencial a alta gerência através de um estágio no qual são expostos aos problemas que ocorrem e às decisões que são tomadas neste nível de gerência, enfim são alguns dos instrumentos de avaliação, diagnóstico e até de ação na área de motivação. É fundamental que os gerentes realmente liderem aqueles que com ele trabalhem, pois sem liderança dificilmente haverá motivação elevada.

Comunicação – Este é sem dúvida um capítulo a parte, pois é bastante complexo e tão mais complexo quanto maior for o número de níveis gerenciais entre o topo e a base.  É importante que a comunicação seja eficaz, constante e que flua adequadamente em todos os níveis. É impossível que haja engajamento sem que haja uma comunicação eficaz. Também na motivação a comunicação é fundamental já que é através dela que grande parte da liderança de um grupo torna-se possível.

Como podemos concluir, o setor de RH tem muito valor a agregar à linha gerencial para ajudá-los nesta difícil tarefa de liderar uma equipe competitiva.




por: Rudolf Höhn
ex-presidente da IBM Brasil

sócio-presidente i-Hunter Tecnologia da Informação
https://www.facebook.com/IHunterTecnologia
https://www.facebook.com/ChancesBR